
Tu viste o mar, amor,
...tu viste o mar?
Estava arrogante e belo
e fascinante e nu
Ah, onde quer que eu ande
sempre me lembras Tu.
Vem ver o mar, amor,
...Vem ver o mar!
Está bravo e medonho
em ondas colossais
levando nosso sonho
a ermos areais.
Ai, onde quer que esteja
te não esqueço mais.
Ouves o mar, amor
...ouves o mar?
(in Brisas da Vida por Egas de Bastos)
Para vós meus caros, deixo aqui uma mensagem de gratidão por me livrarem desta tremenda dor de cabeça que vinha ensombrando minha pacata ousadia de iniciação bloguista. A vossa mãozinha veio na hora certa e no momento adequado.
É que eu já andava com a minha auto-estima pelas ruas da amargura. Não conseguia configurar um artigo, nem dar forma a um poema, nem dar um toque pessoal a nada.
Passava a noite a fazer e a apagar. Agora...já dá para esboçar um sorriso, pelo
menos já acredito mais em mim e nos outros.
Já testei a vossa ajuda no meu artigo "Ouve o teu coração" e deixei lá, comentário para vós.
É bom constatar que ainda vale a pena ACREDITAR!
Que quem já é pecador, sofra tormentos...
ENFIM...!
Mas as crianças...? SENHOR!!!

Como já aqui foi dito..."isto vai devagar", só que agora deparo-me com um problema que antes não existia. É que não consigo fazer parágrafos, nem espaçamentos e quando trans
crevo por exemplo um soneto, ao pré-visualizar sai perfeito mas após gravar e etc e tal...
sai uma prosa das antigas...uma vergonha. Resultado, escrevo e apago, escrevo e volto
a apagar e não saio disto.E... Meu Deus, vivo em aflições com receio que nos "entretantos"
alguém vá ao meu blogue e veja tais aberrações.
Se alguém me quiser ajudar, a betania agradece do fundo do coração.
(Bom, eu penso que já devo ter causado algum dano no corpo do blogue, isto anda a dar
cabo de mim...)
Um bom fim de semana pessoal!
De costas voltadas à vida...ou buscando novos HORIZONTES?!!!!
E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes qual hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar."
(In "Vai Aonde Te Leva o Coração" de Susana Tamaro)
Este "recado" foi uma oferta da minha filha mais nova...(esta miúda tem pinta!)
Além da ternura que esta imagem me desperta, tento "ler" os sonhos coloridos
da sua mente...que pela expressão "facial" é algo como:- "A VIDA É BELA"!
Bons sonhos... cor de rosa, azuis, verdes, vermelhos, enfim... de todas as cores!
Tenho andado às voltas...a ver se descobria como se colocava a lista de blogues amigos ou
que achamos por bem evidenciar e ontem lá consegui colocar um. Depois, já cheia de sono
e sem saber bem como fazer, coloquei outro (tudo às apalpadelas...). Saíu asneira. Fui deitar-me, mas nem dormi direito. Levantei cedo e antes que alguém visse o disparate, vim apagar. Ficou apenas o primeiro.
Bom, isto para dizer aos meus amigos que vou rever e estudar melhor o assunto para depois vos dar um cantinho no coração do "betanices".
Beijinho com carinho para TODOS
Pois é, hoje sinto vontade de silêncio, assim como se deseja um chocolate ou outra coisa
gostosa...que nos dá gozo.
Há momentos e momentos...e hoje estou voltada para "dentro". Estou na minha toca, encolhida e sem vontade de me desenroscar...
Acontece.
Também, de certa forma, criei este cantinho, a que usualmente chamo de meu "refúgio"
para vir até aqui "enfiar" a cabeça quando é preciso.
Tenham um Bom fim de semana meus amigos e venham até cá, mas em bicos de pés...
bjs
Relembrando Ricardo Marques, Médico Sem Fronteiras, assassinado na Somália
em 20.06.97 durante missão humanitária.
Os ventos do acaso
chocaram o meu ovo.
O capricho das coisas
é que me deu nome.
Fui bébé de cueiros
Puto de "babette"
Já nessa altura tinha
o rosto que me compromete.
Ai, se a vida não fosse assim
o que seria de mim?...
Mil passos já dei,
mil passos vou dar,
até vir o dia
em que vá a enterrar...
E enquanto ele não chegar,
eu vou correr a vida
Os erros que eu fizer
serão à minha medida...
Ai, se a vida não fosse assim
o que seria de mim?...
Os ventos do acaso
roubram-me o telhado
e fiquei só no meio
da montanha...
Passaram anos e pude
voltar para a cidade.
Mas faltam sonhos arrastados
na sua voracidade...
Ai, se a vida não fosse assim
o que seria de mim?...
Não te quero perder
nem vou lutar por ti...
tanto queria ter dedos
p'ra afagar o teu corpo
E mesmo que esteja morto
sinto calma ao pé de ti,
Há lugar na minha cama
se quiseres ficar aqui...
Ai, se a vida não fosse assim
o que seria de mim?...
Ricardo Marques
(musicado pelo grupo Nortada)
Ricardo, devia-te esta singela homenagem. A tua voz, cantando nos Nortada (a que chamávamos os "Trovante" do norte)...ainda ecoa nos nossos ouvidos "Ai, se a vida
não fosse assim...".
Até sempre amigo!
Li o teu nome no fundo das manhãs
Ouvi a tua voz no silêncio dos descampados.
A aridez das tardes secas falou-me das tuas angústias,
No saltitar ingénuo das crianças, encontrei a tua diversão!
Sondei os teus segredos, os teus silêncios,
Captei a delicadeza dos teus gestos!
Fui seguindo a finura das tuas intuições
O modo como esboçavas as facetas da ternura!
No desapego dum veleiro liberto pelo vento,
Encontrarás__talvez__a expressão do meu amor...
Gaspar Pacheco Maia
Bom, hoje foi uma nova etapa. Com ajuda virtual, claro, porque eu nesta matéria...sou
ceguinha, fiz a tentativa de pôr um som de fundo para amenizar o impacte ambiental desta
minha cabana desprovida de conforto. O resultado...bom, levei um destes sustos...porque
o código da música foi escolhido ao acaso pelo meu "assistente" virtual para a experiência.
Até aí, tudo bem. Só que, de repente, tive um percalço cá em casa e tive que fechar a sessão de ensaio tal qual estava. Desliguei o PC.
Quando voltei ao meu blogue para ver o efeito...vejo que aquele som nada tinha a ver
comigo. O pior é que não tinha outro código para substituir a dita música que era nem mais... que do tipo "Zé das Docas" a assobiar. Fiquei aflita...e agora?! Bom... agora nada!
Deixei rolar, relaxei...também quase ninguem me visita...e aí pensei com os meus botões:
"Voltas ao mesmo sitio e colocas lá outro codigo ao acaso...até acertares em algo que
gostes". Tal e qual. (Bom, ainda não gosto...mas está melhor).
Amanhã ou depois...com calma, vou brincar aos códigos...quem sabe não BINGO?!
Afinal...1,2,3...até serviu para fazer exercício...perseverar e...não perder a esperança!
Para todos...um bom domingo.
betania
Não!
As pegas
não dormem
embrulhadas
em lençóis
de luar.
Doem-lhes
os seios,
de esperar
ansiosamente
primaveras
e entre
as coxas,
arde-lhes
o cheiro
de novecentas
agonias.
Autor
Fernando Castro e Sousa
Dedico a publicação deste poema a todas as mulheres sofridas...ansiando primaveras...
betania
És gata que acaricio a cada instante,
És brisa que me percorre envolvente,
És vida que me faz todo tremente,
Suco que absorvo e me põe estonteante,
És sentir um novo mundo excitante,
Veloz corpo celeste, incandescente
Que sulca os ares feliz, alegremente,
Outra vez desce em meus braços, coleante.
Correm para mim dois lagos, que eu conheço;
fico neles, preso de encantamento.
Há um tapete de verdes que te ofereço.
Algo titubeante, busco novo alento
Que me conduz a uns lábios que eu meço
Descobrindo a outra face ao firmamento.
(autor Zé Marinho 19.09.1976)
Meus amigos!
Hoje que pari o meu humilde blogue e não caibo em mim de alegria, tal a modéstia, publico
um soneto que me foi dedicado e aproveito para vos oferecer, não apenas um tapete de verdes...mas um relvado inteiro....a perder de vista...
Beijinho da betania